Erros de medicação estão entre os eventos adversos mais frequentes na assistência. A boa notícia é que muitos deles são evitáveis com barreiras simples, aplicadas de forma consistente.
Os “certos” da administração
Os protocolos nacionais de segurança do paciente adotam os chamados “nove certos”:
- Paciente certo
- Medicamento certo
- Via certa
- Hora certa
- Dose certa
- Registro certo
- Orientação certa
- Forma farmacêutica certa
- Monitoramento (resposta) certo
Barreiras que fazem diferença
- Identificação: confirmar a identidade do paciente por pelo menos dois identificadores, conforme protocolo institucional.
- Conferência: checar rótulo, prescrição, dose, diluição e via nas etapas de preparo e administração.
- Medicamentos de alta vigilância: seguir as regras específicas da instituição, como dupla checagem independente.
- Registro: registrar após a administração, com horário e intercorrências.
- Comunicação: esclarecer dúvidas de prescrição com o prescritor antes de administrar.
Cultura de segurança
Ao ocorrer um incidente ou quase erro, o foco deve estar no processo, e não na culpa individual. Notificar o evento no sistema institucional e, quando aplicável, no Notivisa permite aprender com a falha e corrigir o sistema.
Referências e fontes oficiais
- Portaria MS nº 529, de 1º de abril de 2013 — Programa Nacional de Segurança do Paciente — Ministério da Saúde. Verifique a consolidação vigente.
- Portaria MS nº 2.095, de 24 de setembro de 2013 — Protocolos Básicos de Segurança do Paciente — Ministério da Saúde. Verifique a consolidação vigente.
- RDC nº 36, de 25 de julho de 2013 — Anvisa. Ações para a segurança do paciente em serviços de saúde.